quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Contrato Pedagógico



E.M. Profª.Rosa Mª.Berezoski Demarchi.


CONTRATO PEDAGÓGICO -2012


“ É Preciso insistir que tudo quanto fazemos em aula, por menor que seja, incide em maior ou menor grau na formação de nossos alunos. A maneira de organizar a aula, o tipo de incentivos, as expectativas que depositamos, os materiais que utilizamos, cada uma destas decisões veicula determinadas experiências educativas, e é possível que nem sempre estejam em consonância com o pensamento que temos a respeito do sentido e do papel que hoje em dia tem a educação ”
(Proposta Curricular de Santa Catarina)


ALUNO:

“Ele é a razão do seu trabalho, todo ser humano precisa ser conquistado, respeitado, valorizado, ouvido, motivado, acompanhado, cobrado, exigido... Só assim faremos transformações positivas, sempre utilizando o Dom da paciência, do bom senso e da sinceridade e sabedoria. Lembre-se que a aprendizagem passa primeiramente pela afetividade”.


1. DA VERIFICAÇÃO DO RENDIMENTO ESCOLAR A RECUPERAÇÃO PARALELA (LDB Art. 14 incisos V)
a) A avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre eventuais provas finais.
b) Obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período letivo, para os casos de baixo rendimento escolar, a serem disciplinados pelas instituições em ensino em seus regimentos.

2. FAZ-SE NECESSÁRIO UM REGISTRO HISTÓRICO DE ACOMPANHAMENTO ESCOLAR DOS ALUNOS COM MAIORES DIFICULDADES DURANTE O ANO.
  • Conhecimento do aluno;
  • Acompanhamento diário com observações relevantes;
  • Retomadas e mudanças de estratégias;
  • Pontos positivos e pontos negativos no processo ensino/aprendizagem;
  • Que se façam os devidos encaminhamentos à orientação e a supervisão.

3. DEVERÃO CONSTAR NO DIÁRIO DO PROFESSOR AS NOTAS DE RECUPERAÇÕES PARALELAS DURANTE O TRIMESTRE COM CLAREZA NO DIÁRIO.
  • Determinar o dia de recuperação, em que momento em que aula, o conteúdo deve ser reforçado e os alunos trabalhados;
  • Recuperação participativa, individual ou coletiva.
  • No horário oposto o de aula, quando o professor constatar que o aluno precisa de reforço, o professor tiver disponibilidade para fazer recuperação. Esta recuperação se faz necessária, desde que tenha a autorização assinada pelos pais com o dia e horário marcado.
  • Encaminhar os alunos com baixo rendimento escolar para aulas na Sala de Apoio, no contra turno.
  • Toda e qualquer recuperação o professor deverá atribuir uma nota de 0 a 10.

Observações:

a) Nas recuperações, deverão ser excluídos trabalhos, pesquisas ou qualquer atividade para ser feita em casa com o intuito de aumentar a nota. As atividades deverão ser bem elaboradas, desafiadoras para que o aluno consiga aprender realmente. Toda recuperação deverá ser registrada no Diário de Classe.
b) A escola proporcionará recuperações, no contra turno na sala de apoio pedagógico, para os alunos com baixo rendimento escolar, sendo que o professor não deverá ser resistente em encaminhar seus alunos com dificuldades para o reforço.

IMPORTANTÍSSIMO:
  • A avaliação por si só não tem valor, mas quando empregada no intuito de detectar possíveis falhas no processo de ensino e aprendizagem e com isto corrigi-las, aí sim, de fato a avaliação terá o seu valor.
Quando em sala de aula, em uma avaliação, metade ou mais da metade dos alunos tirarem notas baixo da média, o professor deverá refletir sobre o seu processo de ensino e aprendizagem, revendo as estratégias empregadas, buscando alternativas para trabalhar novamente o assunto.


4. CRITÉRIOS QUE DEVERÃO SER ANALIZADOS E SEGUIDOS PARA A APLICAÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO.

  • Identificação da Escola:


Escola Municipal Professora Rosa Maria Berezoski Demarchi.
Diretora: Ana Karina de Oliveira Zacchi.
Auxiliar de Direção: José Adelir de Oliveira.
Supervisora: Luciana Xavier de Souza.
Orientadora: Aurora Zimmermann.
Professor(a):_________________________________________ Aluno:_________________________________________nº___
Disciplina:____________________

___ano____ Data:____/____/______

  • Estética e legibilidade;
  • Conteúdo, dentro do plano de curso, que tenha sido ministrado e que seja significativo;
  • Qualidade técnica das questões, clareza no enunciado, seqüência das questões, adequação ao nível da turma, diversidade, valor proporcional da questão;
  • Que as questões sejam diversificadas (alternativas, completar, associar, relacionar, cruzadinhas, analisar, questões reflexivas, convencionais e não-convencionais);
  • Observação: A avaliação deve ser bem dosada e não muito carregada de questões, e fazer uma média aritmética para lançar no diário, todas as avaliações (testes, provas) deverão ser vistadas pela supervisão escolar e uma cópia deverá ser arquivada.

IMPORTANTÍSSIMO:
Muito cuidado com as notas que seu aluno recebe para não prejudicá-lo e/ou favorecê-lo (sem merecimento) no final de ano, pois conforme o Plano Nacional de Educação o aluno que obtiver média 5,0 (cinco) em todos os bimestres soma 20 pontos anuais poderá ser aprovado por ser média mínima de aprovação com exame. Não deixe para resolver apenas no último trimestre, fique atento desde o 1º Trimestre.
Para arredondar média bimestral siga exemplos abaixo:
  • 4,1 - 4,2 = 4,0
  • 4,3 - 4,4 = 4,5
  • 4,6 - 4,7 = 4,5
  • 4,8 - 4,9 = 5,0
  • Assim sucessivamente
  • Nas avaliações de Língua Portuguesa e Matemática, mínimo de 6 a 7 notas por Trimestre. Nas disciplinas História, Geografia, Ciências, mínimo de 5 a 6 notas por trimestre. E, Ensino Religioso, Artes, Inglês e Educação Física, mínimo de 4 a 5 notas por trimestre.
  • O professor deverá passar bilhete com antecedência, avisando que haverá avaliação e, quais os conteúdos o aluno deverá estudar e registrar no quadro de avisos no canto esquerdo da sala.
5. AGENDA ESCOLAR:

A agenda é o veículo de comunicação da Escola com a Família e da Família com a Escola. Nela contém folha de rosto de identificação e um resumo do REGIMENTO ESCOLAR. Todos os bilhetes e comunicados entregues aos alunos deverão estar colados na agenda bem como qualquer comunicado da família (saídas antecipadas, chegadas tardias, justificativas de faltas, etc). Professor é seu dever orientar os alunos para o uso da Agenda bem como cobrar assinaturas nos bilhetes.

  • O professor é o espelho do aluno, portanto deverá dar exemplo para uma boa ordem;
  • A letra no quadro negro deverá ser legível obedecendo ao traçado correto;
  • Orientar o aluno quanto: Letra com traçado correto, sinal de pontuação, uso correto do espaço nas linhas do caderno e folha de rosto em todos os cadernos;
  • Obs: Todos os cadernos deverão ser encapados, ter a folha de rosto com a identificação da escola, professor, aluno, série e disciplina.O professor deverá organizar estes dados junto com o aluno na sala de aula. Lembrando que organização faz parte da aprendizagem;
  • A correção das atividades deverá ser feita no quadro onde o próprio aluno analisa a resolução da atividade e faz sua correção.
  • O professor deverá dar visto em todos os cadernos dos alunos e colocar conceitos de estímulos.
6. DIÁRIO DE CLASSE:
  • O diário de classe é “ o documento oficial ” onde estão registrados os dados da evolução da aprendizagem do aluno. Ele permanece na Escola por 99 (noventa nove) anos, por isso cuide bem dele;
  • Não deve conter erro de qualquer espécie;
  • Deve ser preenchido, somente a caneta preta. O uso da caneta vermelha é somente para as notas inferiores a 5,0 (cinco).
  • Nas páginas de recuperação paralela é importantíssimo registrar os procedimentos realizados para auxiliar o aluno em suas dificuldades e quais foram os alunos.
  • Todos os registros devem ser datados, bem claros (detalhados) e em ordem;
  • Todos os diários deverão ser encadernados ou organizados em pasta;
  • A chamada deverá ser realizada com “ C ” de comparecimento e “ F ” de falta, e não colocar (pontos).
  • Os diários deverão ser solicitados na secretaria;
  • A preocupação com índice percentual de reprovação deve acontecer a cada trimestre, não deixando somente para o final do ano;
  • Digitar as notas no EVN, no máximo, 5 dias após a correção das avaliações;
  • Digitar no EVN as notas parciais registradas no diário(pasta) dos alunos que já foram transferidos;
  • Somente eliminar (riscar) e/ou acrescentar alunos depois do comunicado dos secretários da Escola. Então se torna obrigação do professor manter contato com a Secretaria da Escola sempre que necessitar de notas, devido a transferência, e/ou eliminações e acréscimos de alunos, bem como outras dúvidas com relação ao histórico escolar do aluno;

No final de cada trimestre fechar:
  • Número de faltas
  • Dias Letivos c. Médias
  • Registrar recuperação
  • Inutilizar partes que não foram escritos com traços.
  • Datar e assinar;
  • A cada final de trimestre entregar os diários na Secretaria para ser arquivado.
  • Sempre que solicitado pela equipe pedagógica ou administrativa deverá ser entregue.
  • As notas registradas nos diários inferior a 5,0, registrar com caneta vermelha e superior a 5 com caneta preta.

Todas as documentações deverão ser entregue na secretaria devidamente assinadas, seja entrega ou recebimento.

As documentações, notas, deverão ser entregues, rigorosamente, na data estipulada pela supervisão escolar.
Notas Trimestrais deverão ser entregues nas datas estipuladas no Calendário Escolar
no final de cada trimestre.

7. CADERNO DE REGISTROS:
  • Registrar os fatos que ocorrerem no cotidiano(com dia, horário e motivo):
  • Dificuldades;
  • Baixo rendimento devido à indisciplina ou recusa em realizar as atividades propostas;
  • Chegadas tardias e saídas antecipadas dos alunos (que ocorram com freqüência);
  • Encaminhamentos ao reforço;
  • Bilhetes enviados a família.
8. CÓPIAS DE AVALIAÇÕES OU TEXTOS:
  • Ao solicitar cópias, faça com no mínimo 5 dias de antecedência (não contar feriados, sábados e domingos)
  • Somente serão tiradas cópias de avaliações e outras atividades com autorização da supervisão escolar ou Equipe administrativa;
  • Números elevados de cópias serão realizados fora da escola, solicitar mínimo com 7 dia de antecedência (não contar feriados, sábados e domingos);
  • A maquina copiadora deverá ser operada somente pelos secretários, equipe administrativa e equipe técnica-pedagógica da escola.
9. POSTURA:
  • Seja modelo para seu aluno em todos os aspectos da vida escolar;
  • Procurar trajar-se adequadamente e de preferência usar guarda-pó;
  • Cuidar sempre com os termos usados na sala de aula e principalmente quando um aluno passar dos limites:
  • Pense antes de falar.
  • Só prometa aquilo que realmente pode cumprir isto é garantia de sua autoridade perante a turma.
  • Procure não perder o controle da situação, desta forma você ganhará créditos perante os alunos e os pais.
  • No caso de agressão verbal ou física, por parte do professor em relação ao aluno, a Direção não poderá interferir em seu favor;
  • Incentive sempre o progresso na aprendizagem de seus alunos. “Evite comentários tais como: “Você já está reprovado comigo”, “Não adianta vir mais na minha aula”. Esta atitude conspira contra você no momento de exercer sua autoridade como profissional. Lembre-se, poderia ser seu filho que estivesse ouvindo esta frase, então por que não dizer aos alunos que eles têm todas as chances do mundo só depende do esforço deles;
  • Quando necessitar resolver algum problema com os pais procure alguém da Equipe Administrativa da Escola para acompanhar, evitando assim mal entendidos;
  • Nunca bata boca com seu aluno no coletivo, pois o aluno gosta de desafiar perante os demais;
  • Aluno colocado para fora da sala de aula?
  • Está é a única solução?
  • Será que há outro meio de resolver a situação?
  • E a sua autoridade perante seus alunos?
  • Se realmente não há outro jeito, não se esqueça de chamar a Direção da Escola!
  • Pequenos atritos procurem resolvê-los em sala de aula.
  • Casos gravíssimos encaminhar para auxiliá-lo de Direção e Direção Geral;
  • Os registros de ocorrências ficarão a critério da Orientação Escolar (caderno ou pasta);
  • Procure não sair com freqüência da sala, para tomar água ou ir ao banheiro, pois estará dando oportunidade para que os alunos façam o mesmo. Caso haja necessidade em se ausentar, chamar uma pessoa da equipe administrativa para ficar em sala. É proibido deixar os alunos sozinhos em sala!
10. CONSELHO DE CLASSE
  • Para organização do conselho de classe, digite as notas no EVN no prazo solicitado, observar o mapa de notas, preencher o que for solicitado;
  • O conselho de classe é formado pelos professores, com representação da parte administrativa e pedagógica;
  • Cabe ressaltar que o conselho de classe é soberano. Na ausência de um dos membros no dia do conselho de classe a responsabilidade é dos demais presentes;
  • No último conselho de classe, o aluno que apenas reprovar em uma matéria. O conselho decidirá em uma votação entre todos os participantes do conselho a aprovação ou reprovação do aluno, pois se deve levar em consideração as habilidades e competência do aluno. (Serão feitos os devidos relatórios por escrito, onde todos os membros do conselho de classe deverão assinar).
  • No conselho do segundo trimestre o professor deverá apresentar uma estimativa de possíveis alunos com dificuldades de aprendizagem, que poderão ser reprovados, para que se faça um trabalho em parceria supervisão e orientação junto à família.
11. EXAMES

a) Os exames finais são de responsabilidade do professor, deixar tudo em ordem para supervisão escolar, com ata, número de cópias para cada aluno e uma gabaritada e outra original para a necessidade de tirar xérox na falta justificada do aluno;
b) Caso o aluno falte no exame por qualquer motivo comunicar imediatamente orientação para que as mesmas possam ligar para casa e chamar o aluno para aplicação dos exames.

12. PLANEJAMENTO DO PROFESSOR
  • O planejamento ficará a critério do professor. Poderá ser quinzenal, mensal ou por unidade.
No planejamento realizado deverá constar: CONTEÚDO, CRONOGRAMA, OBJETIVOS, ESTRATÉGIAS, PROCEDIMENTOS PARA RECUPAERAÇÃO PARALELA, AVALIAÇÕES e REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS (quando estas forem utilizadas);
  • O Planejamento deverá ser apresentado a Supervisão sempre que solicitado;
  • Organize seu tempo e aproveite o máximo, pois somente temos 48 minutos de aula;
  • Se houver necessidade de faltar e souber com antecedência, comunique-nos e deixe o planejamento para aquele dia, pois seu aluno também sentirá a sua falta;
13. INFORMÁTICA
  • Todas as aulas na Sala de Informática deverão ser agendadas antes e o projeto apresentado com antecedência a Supervisão Escolar, através de um formulário com as coordenadoras da sala informatizada.
  • Quando o aluno for pesquisar na informática em outro turno, o aluno deverá apresentar autorização para as coordenadoras da sala informatizada. O aluno deverá ser orientado pelo professor a agendar o horário com a coordenadora e pegar autorização com as coordenadoras da sala informatizada.
  • Em caso de pesquisa extra-classe a coordenadora da sala informatizada deverá ser avisada com antecedência pelos professores, os temas que serão abordados na pesquisa.
14. BIBLIOTECA
  • A biblioteca é de uso de todas as disciplinas, portanto uma semana será reservado para as aulas de língua portuguesa e a outra semana para as demais disciplinas, com prévio agendamento.
  • Cabe ressaltar que toda semana terá aula de leitura nas aulas de língua portuguesa, uma semana na biblioteca e a outra semana em sala de aula, com caixa de livro;
  • Os bibliotecários em parceria com a Atividades Complementares da escola irão preparar contações de histórias envolvendo nossos alunos e também convidados;
  • Caberá também aos bibliotecários trabalharem em parceria com as professoras de língua portuguesa com o objetivo de trabalharem gêneros literários(fora da aula de leitura).
  • Quando o aluno for pesquisar na biblioteca em outro turno, o aluno deverá apresentar autorização para os bibliotecários (autorização com bibliotecárias).
  • Para o uso dos VÍDEOS , DVDs e data show deverá requisitar um formulário com o bibliotecário,preencher e apresentar a supervisão escolar, antes de agendar.

13.2 - EM RELAÇÃO À APRENDIZAGEM:

a) Trabalhos em grupos, somente deverão ser realizados em sala aproveitando a Biblioteca e a Sala Informatizada, para pesquisa, salvo as tarefas e atividades individuais;
b) Verificar os cadernos, podendo até ser avaliados quanto à organização e outros critérios previamente combinados com os alunos;
c) Organizar os materiais antes de entrar em sala, para que não haja necessidade de sair ou de enviar os alunos para buscarem, só em caso de extrema necessidade;
d) Registre todas as ocorrências que acontecerem em sala, pois serão seus materiais mais preciosos em relação à avaliação e desempenho de seu aluno;
e) Comunicar sempre a Orientação Educacional quando houver algum problema, além do que possa resolver em sala;
f) Evite retirar aluno para fora da sala, isso somente prejudicará a relação aluno/professor;
g) Tratar com seriedade as ausências dos alunos, comunicando a falta à orientadora;
h) Siga rápido para sala após cada sinal, os/as alunos/as esperam ansiosamente pela sua aula, não os/as deixe muito tempo esperando;
i) Não permita o uso de chicletes, balas ou comer alimentos em sala.
j) Antes de começar sua aula organize a sala, verifique se há papéis no chão, organize as carteiras, pois a falta de organização gera indisciplina.
k) Mantenha a disciplina em todas as suas atividades.
l) Professor/a de Ed. Física – Organize seu tempo para que os alunos não cheguem atrasados à sala ou demorem muito nos banheiros. Acompanhe a turma na volta à sala (sair em fila e voltar em fila).
m) Orientar sempre que necessário, os alunos representantes quanto a organização e atualização de dados pasta de registros. (Professor/a Regente)

13.3 - COMBINADOS COM O REGENTE DA SALA:

Cada regente de sala irá fazer combinados gerais com a turma e será fixado na sala de aula para visualização de todos.

Alguns combinados importantes que não poderão faltar:
É dever do aluno:
a) Manter seu material escolar em ordem.
b) Fazer todas as atividades pedidas pelos professores em sala de aula e deveres para casa.
c) Respeitar os colegas, professores, funcionários em geral.
d) Usar a agenda escolar para comunicação diária.
e) Acompanhar os professores nas saídas de sala seja para a biblioteca, sala informatizada, Educação Física, ou trabalhos foras da sala de aula.

Evitar:
a) Falar palavrões e ofensas preconceituosas.
b) Jogar papéis no chão.
c) Mascar chicletes, balas ou comer qualquer alimento durante as aulas.
d) Sair sem a permissão do professor.
e) É extremamente proibido andar pelo pátio durante as aulas de Educação Física ou outras disciplinas.
f) Em hipótese alguma será permitido agressões verbais ou físicas com os colegas e professores.

Lembre-se:
“ O bom andamento do ano letivo depende de cada membro desta Unidade Escolar... Ninguém é mais importante ou menos importante... Temos apenas responsabilidades diferentes... ” .


sexta-feira, 4 de maio de 2012

SERVIÇO DE ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL – SERVIÇO DE SUPERVISÃO ESCOLAR


TEMA: “DIA DA FAMILIA NA ESCOLA”



Uma das oficinas programadas para o Dia da Família na Escola  foi a Oficina de Decoração de Cadernos. todos os anos a Secretaria da Educação envia para a escola materiais escolares para alunos que carecem de recursos financeiros. o Serviço de Orientação Educacional e a Supervisão Escolar, entregam aos alunos os materiais que necessitam para as aulas. em 2011 no Dia da Família na Escola, a orientação e supervisão tiveram a ideia de criar uma oficina envolvendo os alunos, pais, professores e comunidade no encapamento e decoração dos cadernos. assim, com recorte e colagem, lápis de cor, giz de cera e materiais diversos, a oficina foi um sucesso!! o colorido dos cadernos chamou a atenção até da imprensa em 2011. No início deste ano, os pais e alunos vieram buscar seu material escolar e ficaram surpresos com os cadernos já encapados e decorados.
E neste último sábado que ocorreu a Ação Social e o Dia da Família na Escola, a orientação e supervisão repetiram o sucesso do ano anterior. até os professores ficaram empolgados nesta atividade. além dos cadernos coloridos, teve até poesia e mensagens escritas nos cadernos para serem depois distribuidos aos alunos carentes da escola. as fotos mostram o empenho de todos na oficina. agradecemos aos alunos, pais e professores pela participação nesta rica experiência.

Veja momentos abaixo:












AURORA A . S. ZIMMERMANN – ORIENTADORA EDUCACIONAL

LUCIANA XAVIER – SUPERVISORA EDUCACIONAL

RÚBIA CARLA LEHMKUHL – ORIENTADORA EDUCACIONAL

quinta-feira, 22 de março de 2012


Escola Municipal Professora Rosa Maria Berezoski Demarchi.

EDUCAÇÃO INCLUSIVA:
Será que sou a favor ou contra uma
escola de qualidade para todos???
Ferreira B. Windyz
Hoje, as expressões educação inclusiva, inclusão, necessidades especiais, fracasso escolar, evasão, formação de professoras, gestão participativa, projetos educacionais, e muitas outras fazem parte de nosso dia-a-dia trabalhando no sistema educacional brasileiro. Aonde quer que eu vá, seja em São Paulo ou no sertão Pernambucano, escuto sempre as mesmas preocupações, os mesmos dilemas e os mesmos desafios. Poderia dizer também que escuto as mesmas queixas e dúvidas...
Dos professores:
_ "Eu não sou contra a inclusão... mas como receber uma criança com deficiência numa sala com mais de 40 crianças?? "
_ "Criança com necessidade especial? Ah! Sim, temos uma professora que é maravilhosa. Ela adora essas crianças e aceita ficar com elas na sua classe..."
_"Eu entendo e concordo que todas as crianças têm os mesmos direitos à educação, mas como eu vou dar conta de todos os meus alunos (as) e ainda dar "atenção" e cuidar de uma criança com deficiência?"
_ "Eu não estou "preparada" para receber uma criança "especial" na minha sala de aula."
Acredito que todas essas falas aqui mencionadas tenham eco no âmbito da experiência de todos... Afinal, como tenho ouvido de muitos educadores, gestores, e até mesmo de pessoas com deficiência, pessoas que trabalham na área de educação especial e pais, etc: “ não é justo que uma criança com deficiência seja matriculada em uma escola onde ela não será aceita, na qual os professores não estão preparados para recebê-las e onde não há recursos para responder às suas necessidades!”
Agora dirijo meu olhar para outro aspecto da vida escolar. Vamos falar um pouco das crianças que não têm deficiência...
Nas minhas andanças pelas escolas brasileiras de vários estados - quando sou convidada para falar sobre educação inclusiva ou coordenar algum projeto sobre abordagens de ensino inclusivas, tenho também escutado professores e gestores falando sobre outros problemas que afetam a comunidade escolar, os quais envolvem estórias de violência, prostituição, tráfico de drogas, assassinatos, brigas, medos, etc. O medo é muito grande e as estórias são às vezes assustadoras... Tendo como pano de fundo este tipo de problemas comunitários, é comum eu ouvir os seguintes depoimentos:
“ Imagine, eu sou professora de 4ª. Série e muitos de meus alunos(a) ainda não sabem ler! Não é fácil...”
Como meu(s) aluno(s) pode(m) aprender se vivem naquele ambiente horrível? A comunidade onde esta escola está inserida é muito pobre e aqui acontecem coisas horríveis. Há muita violência, os pais são embriagados e as mães muitas vezes prostitutas... Essas crianças não têm como aprender ou receberem apoio em seus estudos nessas condições. “Eu queria fazer uma revisão... quando perguntei aos alunos o que sabiam sobre o que eu tinha ensinado durante um semestre, os alunos me deram os tópicos do programa da disciplina. Quando perguntei-lhes o que tinham aprendido, eles responderam: Nada! E quando perguntei o que queriam aprender... disseram novamente: Nada! Descobri que tudo o que eu ensinei para minha turma de 5ª. Série não tinha sido aprendido.”
“Você tem idéia do que seja dar aula por aqui?!
A gente vive aterrorizada com a violência local e essas crianças não têm valores ou respeito pelo outro.
Como vão aprender a se comportar na sala de aula?
Como vão entender a importância da educação para as suas vidas?”
“Imagine que meu aluno um dia me disse: porque vou perder meu tempo com a escola se meu pai nunca estudou e ganha muito bem com o tráfico de drogas?”
Em meio a tantas restrições baseadas na crença o despreparo da escola e dos professores para receber crianças com deficiências, somado aos problemas sociais que afetam a população, que tem tentado sobreviver às desigualdades socioeconômicas. Eu coloco as seguintes questões:
· Para refletir
_ Quem na sua escola tem necessidades educacionais especiais?
_ Quem é considerada uma criança com deficiência?
_ O que é deficiência e o que é ser ‘deficiente’?
_ Qual é a diferença entre necessidades educacionais que foram geradas por uma deficiência e necessidades educacionais que foram geradas por uma deficiência social e econômica?
Qual é a diferença real entre crianças com deficiência que não têm acesso à escola ou são discriminadas na sala de aula e crianças sem deficiência que fracassam na escola, se evadem e são marginalizadas socialmente? Qual é a diferença real se ambas são excluídas e têm violado seu direito fundamental à educação?
_ E o que eu posso mudar na minha prática pedagógica para fazer a diferença em minhas ações em sala?

A Educação Inclusiva tenta ser uma resposta a tantas indagações...

A educação inclusiva como resposta às necessidades especiais de todas as crianças
A Educação Inclusiva surgiu, e vem crescendo no mundo inteiro, com base no pressuposto de que TODA criança tem direito à educação de qualidade e de que, portanto, os sistemas educacionais têm que mudar para poder responder a essas necessidades. Na educação inclusiva defendemos que TODAS as crianças SÃO ESPECIAIS e, por isso mesmo, devem receber o que a escola tem de melhor – em outras palavras todas as escolas devem ser especiais.
Como crianças especiais, TODAS têm direito de acesso à educação e de conviver com as crianças de seu próprio bairro, seus irmãos, seus colegas, seus pais ou familiares e TODAS merecem nossa atenção, cuidado e aperfeiçoamento.
A Educação Inclusiva, portanto, não diz respeito somente às crianças com deficiência – cuja grande maioria no Brasil ainda permanece fora das escolas, porque nós nem tentamos aceitá-las – mas diz respeito a todas as crianças que enfrentam barreiras: barreiras de acesso à escolarização ou de acesso ao currículo, que levam ao fracasso escolar e à exclusão social. Na verdade, são essas barreiras que são nossas grandes inimigas e devem ser foco de nossa atenção para que possamos identificá-las, entendê-las e combatê-las.
Embora aqui, nossa atenção esteja centrada na realidade educacional brasileira, a realidade da exclusão educacional dos chamados “grupos sociais vulneráveis ou grupos de risco” é uma realidade mundial que também afeta os grupos que vivem em situação de desvantagem nos países ricos. Grupos sociais em risco de exclusão se referem a crianças e jovens que vivem nas ruas, crianças que sofrem maus-tratos e violência doméstica, crianças e jovens com deficiência, meninas que são levadas a se prostituírem, crianças e jovens com o vírus do HIV/AIDS, com câncer ou outra doença terminal, crianças e jovens que estão em conflito com a lei, crianças negras e indígenas e outros grupos que, por razões distintas, sejam produto da desigualdade social e econômica e, principalmente, sejam objeto de discriminação e preconceito dentro e fora das escolas.
São exatamente esses grupos sociais que estão no coração da educação inclusiva. Esta se caracteriza como um movimento em defesa da escola de qualidade para todos, nas quais todos – gestores, professores, alunos, técnicos, profissionais, comunidade – estejam comprometidos com a melhoria da escola para todos os membros da comunidade escolar e a valorização de todos por meio do desenvolvimento pessoal e profissional.

 “A Educação Inclusiva é antes de tudo uma questão de Direitos Humanos”.

Tarefas Pedagógicas a partir do dia 26 de março de 2012
                                                                                               
1)       Leitura da Revista inclusão- Out/2005, discussão do tema na reunião de abril. Cada professor deverá fazer um o seu parecer por escrito, para incluir no PPP. http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/revistainclusao1.pdf
2)      Os professores do Rosa Berezoski deverão fazer seu planejamento de atividades (semanal ou quinzenal) com a Auxiliar de Inclusão durante as horas atividades ( a Joelma deverá ter em TODAS as aulas atividades adaptadas para trabalhar com os alunos com deficiência – o material e o conteúdo deverá constar data e aula que será utilizado).



Indicações para leitura e pesquisa no site


MACEDO, Lino. Ensaios Pedagógicos: como construir uma escola para todos? Porto Alegre, Artmed, 2005.
Este livro tem como tema a reflexão sobre a educação inclusiva no contexto da escola atual. O autor destaca idéias e propostas que têm o objetivo de levar o professor a repensar sua prática pedagógica cotidiana, considerando sempre as necessidades e possibilidades da nossa realidade educacional. Para o autor, para alcançarmos uma escola para todos “é necessário que revisemos antigos padrões de ensino e situemos a relação pedagógica e os objetivos educacionais em todos aos seus sentidos.” O livro está dividido em onze capítulos. Os conteúdos desses capítulos destacam questões, tais como, cultura das diferenças; fundamentos para uma educação inclusiva; desafios à prática docente reflexiva; competências: uma visão construtivista; dificuldades de aprendizagem; funções da avaliação escolar hoje; o cotidiano na sala de aula, além de outras.
Trata-se de leitura recomendada a todos os profissionais que lutam pela concretização de uma educação de qualidade em nosso país.
BRASIL, Ministério da Educação/Secretaria de Educação Especial. Educação Inclusiva: Atendimento Educacional Especializado para a Deficiência Mental. Autoras: Cristina Abranches Mota Batista e Maria Tereza Egler Mantoan. Brasília: MEC/SEESP, 2005.
Este livro nos fala sobre o atendimento educacional especializado para alunos com deficiência mental. Inicialmente, apresenta um histórico da educação especial no Brasil, incluindo as leis que a embasam, passando a discorrer, em seguida, sobre a proposta teórico-metodológica de como deve ser esse atendimento, a partir de uma experiência bem sucedida implementada na APAE de Contagem/MG, que desenvolve o atendimento educacional especializado em alunos com deficiência mental. O material vem enriquecido com fotos e sugestões de atividades, com o objetivo de facilitar o trabalho do professor da classe comum do ensino regular. As autoras destacam, ainda, a necessidade de o sistema educacional se reformular para atender as necessidades educacionais dos alunos que as apresentam, oferecendo aos estudantes situações em que eles tenham participação ativa, desenvolvam sua criatividade, sua capacidade de conhecer o mundo e a si mesmos. Na opinião das autoras, a escola deve favorecer a autonomia dos alunos, assim como estimular a capacidade dos estudantes de viver e aprender com o diferente




Formação e a autoformação é importante, pois como educadores temos a obrigação de estar sempre informado sobre as possibilidades de aprendizagem  e de como apoiar as qualidades e as necessidades de cada um e de todos os alunos na escola”.

  Ana Karina de Oliveira Zacchi                       José Adelir de Oliveira     
                     Diretora                                                                      Auxiliar de Direção
   Luciana Xavier de Souza                                Aurora Zimmermann
                  Supervisão Escolar                                             Rúbia Carla Lehmkuhl
                                                                        Orientação Escolar




Joinville, 26 de março de 2009.

segunda-feira, 23 de maio de 2011


Projeto Político Pedagógico



Escola Municipal Professora Rosa Maria Berezoski Demarchi

Supervisora: Luciana Xavier

Vamos Reelaborar nosso PPP?

Tarefas:

Ler o texto abaixo e o antigo PPP.
Em breve Reunião: Para discutir as novas propostas de mudanças.
Sugestões para Elaboração do Projeto Político Pedagógico:
(Patrícia da Costa- Pedagoga- RJ)

Você, professor ou aluno já está familiarizado com o Projeto Pedagógico e sua razão de ser no processo educativo. Entretanto, deve estar se perguntando: por onde se começa; como se elabora o Projeto Pedagógico? Este texto tem o propósito de clarificar essa questão.
Sabemos que a educação básica pública de qualidade é produto do trabalho articulado de toda a comunidade escolar (diretores, equipe técnico-pedagógica, professores, funcionários, alunos e pais). O Projeto Pedagógico é a rota desenhada pela comunidade escolar, de forma coletiva e organizada, para orientar as práticas cotidianas e sustentar a ação da escola em um horizonte de tempo de um a dois anos. Prevê ações que devem ser viáveis neste prazo.
O Projeto pedagógico abrange não só os diversos aspectos do funcionamento interno da escola - currículo, planejamento, avaliação, organização e funcionamento da instituição - como os seus relacionamentos externos. É, desta forma, que ele funciona como antídoto contra a desarticulação e fragmentação tão danosas às práticas educativas.
Na elaboração do Projeto Pedagógico podemos distinguir as seguintes etapas: o marco referencial; o diagnóstico ; a programação; e a avaliação.

Marco Referencial

O marco referencial é a visão de futuro que a comunidade escolar define para a escola. Tem vital importância porque é esta visão que contagia as pessoas, fornece a direção e alimenta a participação de todos nas demais etapas do Projeto Pedagógico. Ao longo deste processo, são construídos princípios, valores e aspirações que definem os objetivos e a identidade da escola.
Passos indispensáveis à construção do marco referencial são, para começar, o de construir a percepção coletiva e mais clara possível, do contexto social no qual a escola está inserida. Em seguida, define-se o tipo de realidade ideal desejada pela comunidade, base sobre a qual se especifica a proposta político-social da instituição. Busca-se então formar visões de futuro, congruentes com esse marco geral, para cada uma das principais dimensões da atividade escolar: desde os conteúdos curriculares, métodos e níveis de sucesso de aprendizagem, até a adequação ideal dos recursos didáticos, inclusive do corpo docente, das instalações e relações da escola com a comunidade externa.
A partir desse ponto, propõe-se critérios de ação, que perpassam, necessariamente, as duas dimensões do trabalho escolar - pedagógica e administrativa - e definem em linhas gerais como viabilizar cada aspecto da realidade desejada. Ficam, assim, estabelecidos os princípios constitutivos, ou marco referencial, do Projeto Pedagógico da escola. Como as questões aqui são muito amplas é preciso objetividade e capacidade de discernir o prioritário do não-prioritário.

Sugestão de questões para a elaboração do marco referencial:

• Que aspectos da realidade atual se sobressaem no contexto da escola?
• Que finalidades queremos para a nossa escola?
• Como desejamos que fossem trabalhados, em nossa escola:
Os objetivos, o conteúdo, a metodologia e a avaliação do ensino?
Relacionamento com a comunidade?
A relação professor/aluno e o processo ensino-aprendizagem?
Alguns aspectos da estrutura e da organização escolar?

Diagnóstico

Na etapa do diagnóstico confronta-se a realidade existente com o ideal traçado da escola desejada (marco referencial). O resultado dessa comparação deve ser o mais claro possível, de modo que aponte as necessidades fundamentais da escola.
O diagnóstico começa por traçar o retrato da realidade a partir do levantamento das forças e fraquezas da escola, dos potenciais e dificuldades existentes. Em seguida, confronta esta realidade com a que se deseja. Para tal, devem ser problematizados diferentes aspectos do trabalho escolar, ou seja, identificadas as dificuldades e entendidas as suas causas e mecanismos. Parte-se, então para delinear os desafios que terão de ser superados para se atingir a escola desejada pela comunidade escolar.
Quanto maior a consistência entre a problematização e as ações planejadas, melhor e mais útil será o diagnóstico. Se essa etapa for conduzida pelo grupo de maneira competente, estará preparado campo seguro para se traçar uma boa programação.

Sugestão de questões para o levantamento de diagnóstico da escola:

1. Até que ponto nossa prática está coerente com o que desejamos?
2. Quais os pontos de apoio e empecilhos encontrados nos diversos segmentos para a consecução dos objetivos da escola?
3. Quais as principais dificuldades encontradas no trabalho escolar nas diferentes séries/disciplinas durante o ano anterior?

Programação

É a proposta de ação, segundo Gandin (1995), para satisfazer as necessidades identificadas no diagnóstico, ou melhor, para diminuir a distância entre a realidade da escola desejada e a realidade existente. Usualmente, esta etapa é também chamada de implementação ou de execução.
A programação se desdobra nos seguintes elementos: ações concretas, linhas de ação, normas ou determinações e atividades permanentes ou rotinas.
Podemos discriminá-los melhor da seguinte forma :
• ações concretas são ações pontuais que se esgotam ao ser executadas, mas são claramente definidas, explicitando-se o que e para que fazer, ou seja, que tipos de ação se propõem e com quais finalidades.
Exemplos de ações concretas: “Realizar “um curso sobre Educação à Distância para aperfeiçoar os docentes em novas metodologias de ensino”, ou” Identificar os problemas do ensino de matemática de 1ª a 4ª série, e comunicar a equipe pedagógica e administrativa das escolas mais próximas, para eliminar lacunas identificadas na 6º ano".
• linhas de ação ou orientações gerais indicam sempre um comportamento, uma atitude, um modo de agir. Não têm caráter de terminalidade. Exemplos de linhas de ação: "Que a transparência esteja presente e seja um resultado de todas as reuniões da comunidade educativa"; "A confiança mútua deve ser valorizada pela descrição e busca de comunicação direta com as pessoas".
• normas ou determinações são ações que têm um caráter de obrigatoriedade, que atinge todos ou algumas pessoas, e definem sempre algum comportamento passível de verificação. Elas só fazem sentido e só devem existir para satisfazer alguma necessidade apontada no diagnóstico. Exemplos de normas: "Na 1ª aula do dia e após o intervalo, os professores deverão esperar os alunos na sala de aula"; e "As decisões sobre diretrizes curriculares serão realizadas por todos os professores da disciplina reunidos".
• atividades permanentes ou de rotina são propostas de ações que se repetem com determinada freqüência na escola. Devem também atender alguma necessidade da escola.
Exemplos de atividades permanentes: "Reunião pedagógica mensal"; e "horário de atendimento da secretaria".
Sugestão de questões para a elaboração da programação:

1. Que ações concretas devem ser realizadas no próximo ano?
2. Que linhas de ação devem orientar nossos trabalhos para atender às necessidades expressas no diagnóstico?
3. Que atividades permanentes devem existir na nossa escola?
4. Que determinações/normas precisam ser adotadas para favorecer o avanço das nossas práticas?

Avaliação

A última etapa do Projeto Pedagógico é a avaliação. Ela deve ser realizada ao término do período previsto para verificar o que foi alcançado, entender os desvios havidos entre a programação e o realizado e, desta forma, alimentar o diagnóstico do próximo Projeto Pedagógico. Também é útil realizar uma avaliação ao longo de sua implementação (no início, no meio e/ou no final) para verificar se os objetivos estão sendo cumpridos ou para corrigir um ou outro aspecto que não foi bem equacionado no Projeto.
A avaliação deve considerar os indicadores de sucesso (ou de resultados), definidos previamente na etapa do diagnóstico, capazes de aferir o grau de realização das ações previstas.

Sugestões de questões para a avaliação do projeto:

1. Quais foram os indicadores de sucesso atingidos?
2. Quais são os motivos do impedimento para o cumprimento de aspectos da programação?
3. Que medidas devem ser viabilizadas para se superar as dificuldades identificadas?

Componentes de um Projeto Pedagógico
Cada escola convive com problemas diferenciados e o projeto pedagógico deve refletir a realidade de cada uma, bem como a visão de seus principais segmentos. Entretanto, existem componentes que, normalmente, devem constar da elaboração de um projeto. A seguir, serão explicitados alguns destes componentes.

• Conteúdos Curriculares

Uma das preocupações centrais do projeto pedagógico é a abordagem dos problemas de ensino-aprendizagem. Devem ser considerados tanto a forma de apresentar os conteúdos, incluindo-se aí a escolha das técnicas de ensino, adequação do material pedagógico e distribuição do tempo na sala de aula, como também o domínio e a definição dos conteúdos de cada disciplina pelos professores.

• Avaliação da aprendizagem

Discutir e rever os objetivos da avaliação e os procedimentos empregados, considerando que a avaliação deve ser sistemática e gerar as informações necessárias para o aperfeiçoamento do processo de ensino-aprendizagem. Para tal, é preciso discutir a combinação dos instrumentos utilizados (provas e testes, tarefas de casa, observações sistemáticas, etc), a periodicidade, a adequação ao que foi ensinado e a capacidade de aferição dos resultados da aprendizagem. O processo de avaliação só se completa quando os professores reformulam suas práticas de ensino.

• Recursos didáticos

Os recursos didáticos podem ser divididos entre aqueles utilizados em sala de aula (quadro de giz, livro didático, materiais impressos etc) e aqueles essenciais ao funcionamento adequado das instalações pedagógicas como biblioteca, sala de leitura e sala de recursos audiovisuais. A definição do material didático destinado à sala de aula deve ser formulada pelos professores e inclui a adequação deste material às necessidades do ensino-aprendizagem.

• Alocação e atuação dos professores

Além de dispor de um perfil de professores capaz de atender às disciplinas dos diferente ciclos, a escola deve distribuir seus docentes por ciclos, turnos e disciplinas. A previsão do quadro docente deve incluir a substituição daqueles que se afastam por motivo de licença, de saúde etc. e o desempenho dos professores deve ser analisado de modo abrangente, incluindo questões ligadas ao absenteísmo e baixa motivação, entre outras.

• Reformas e melhorias nas instalações da escola

A conservação das instalações escolares e a existência de um ambiente agradável têm se revelado como um dos determinantes do sucesso escolar. Por esta razão, a escola deve dedicar atenção e recursos à manutenção do prédio e dos equipamentos, realizando as obras e consertos necessários.

• Relações com a comunidade

O funcionamento dos órgãos colegiados deve ser revisto nas discussões do projeto pedagógico, estabelecendo-se as modificações indispensáveis. A compreensão dos problemas sócio-econômicos das famílias dos alunos e do relacionamento da escola com a comunidade deve ser traduzida em ações concretas. É importante a participação da comunidade externa na escolha e organização dos eventos.

• Cronograma das atividades e ações previstas

O cronograma de atividades sintetiza o projeto pedagógico, devendo, sempre que possível, ser acompanhado de um cronograma dos desembolsos. Sugere-se que haja três cronogramas relacionados às atividades pedagógicas, administrativas e comunitárias.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GANDIN, Danilo. A prática do planejamento participativo. Petrópolis: Vozes, 1995.
VASCONCELLOS, Celso dos S . Planejamento: Plano de Ensino-Aprendizagem e Projeto Pedagógico. São Paulo: Libertad,1995.